terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Conformidade


Você não entenderia, se eu tentasse lhe explicar
A dor que me envolve, agora
Não vou tentar lhe explicar
É feio, é dolorido, sofrido;
Não olhe para mim agora;
Estou desprotegido, vulnerável.
Partido. Remendado.
Quantas lágrimas ainda derramarei até que você venha?
Você nunca virá.
Minha vida se resume a isso?
Tudo que sei e quero fazer é amar você,
E nem isso posso fazer por inteiro.
A mais linda parte de mim não me pertence,
E nunca pertencerá!
É sonho, ilusão.
Não é real.
Abro os olhos e se desfaz
Se desfez, você se foi, e nem sequer pensa em voltar
Deixou comigo sua sombra, mas nunca me deu o seu toque
Eu sou uma sombra, jamais poderei tocar você
Tudo é inútil.
Tudo é fútil e sem cor.
Não tem vida, não tem sabor
Não tem brilho.
Minhas estrelas são foscas
E no meu oceano de lágrimas, eu adentro cada vez mais
Só você, apenas você, poderia me salvar
Prendo a respiração. Vou me afogar.
Mas você está longe
Não penso em gritar, você não vai ouvir.
Aceitação, nunca. Conformidade.
Estes são meus últimos momentos...
Me sinto absurdamente só, e tenho frio.
Não consegui viver, sem você.



Amanda L.

(Outubro de 2009)

2 comentários: