Hoje, por exemplo, eu sonhei que os dias do planeta estavam contados. O Shopping estava sendo saqueado, todo mundo pegando e usando o que queria (inclusive eu peguei pacotes e pacotes de jujuba) xD Do nada, alguém de quem não me lembro bem (rimou =P) deixou comigo um bebêzinho. Ele devia ter 1 ano de idade, era lindo. O bebê parecia muito inteligente, diferente da maioria das crianças, mas na hora que percebi que estava sozinha com ele, não prestei muita atenção nisso.
Acho que o shopping começou a se rachar, desabar... E as pessoas fugiam. Não sei bem porquê, mas eu com o bebê nos braços, comecei a descer por umas escadas escuras, em vez de procurar a saída do prédio. Não sei se era instinto, ou se o bebê me guiava, mas peguei dentre as coisas do shopping um cobertor e enrolei a criança.
Logo tudo ficou escuro, exceto por uma luz pálida em tons de verde. Sinistro. Segurei mais forte o bebê. Não lembro bem... quando me dei conta, um homem estava falando comigo, querendo, tipo me tomar o bebê. Eu nunca havia encontrado com ele antes, mas sabia que ele era importante. Talvez fosse Dioniso. Não sei porquê, não fiquei com medo dele. Ele insistia que eu lhe desse o bebê, porque eu aparentemente nãos seria capaz de protegê-lo. A princípio, ele não queria me dizer que grande perigo o pequeno corria, mas eu sou esperta, nos meus sonhos. Eu perguntei “quem está vindo ai?” Ele não queria me responder. “Apenas me dê a criança e teremos uma chance.”
A idéia veio rápida como um relâmpago. “Ele é filho de Hades, não é?” O possível Dioniso me olhou apavorado – “Não fale esse nome em voz alta!” E eu, não sei porquê, repeti o nome, como se o provocasse. Acho que eu não tinha medo, porque não acreditava que falar um nome pudesse ser perigoso. Dioniso desapareceu, tremeluzindo, no mesmo momento em que o chão ao meu lado começou a se encher de fumaça preta e azul. Alguns tremores, pedras rachando e... Hades saiu do meio do chão. Olhou diretamente para o bebê, como se nem me enxergasse ali. Eu senti um frio na espinha, mas ainda não era medo. Se ele quisesse, levaria o bebê de minhas mãos. O que mais eu podia fazer?
Foi então que a cena mudou.
Fechei os olhos e quando os abri novamente, estava na frente dos portões de Jerusalém, há uns 1500 anos atrás. O céu estava alaranjado, não sei bem se amanhecia ou escurecia. Eu ouvi passos pesados de soldados marchando em nossa direção, e instintivamente soube – guerra.
Corri para uma torre bem alta, me refugiando no feudo, mas sem intenção de me proteger. Onde estava o bebezinho? Onde, exatamente, eu estava?
No horizonte, vi o exército se aproximando. Minutos depois e o portão havia sido quebrado. Cavalos entrando na cidade, tochas incendiando as construções.
Me chamaram, e eu acordei. ¬¬ (no melhor!!)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
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